terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Peter Siemsen assume a presidência do Fluminense

Peter com o bastão que leva o nome de todos os presidentes da história do Fluminense
O bastão agora está nas mãos dele. O novo presidente do Fluminense, Peter Siemsen, tomou posse na noite desta segunda-feira em cerimônia solene realizada no Salão Nobre das Laranjeiras. Além da apresentação do mandatário tricolor, os sócios conheceram o novo vice-presidente geral, Ricardo Martins, e alguns dos seus novos vice-presidentes que compõem o Conselho Diretor que vai comandar o clube pelos próximos três anos.
Entre as prioridades de Peter durante o tempo em que será o representante maior do Fluminense, estão a construção de um Centro de Treinamento para o futebol, a exploração maciça do marketing do clube, visando dobrar o valor da verba arrecadada atualmente pelo Tricolor, e a tentativa de diminuição do valor da dívida do Fluminense.
- As prioridades já estão traçadas desde o início da campanha. Nós queremos mostrar um novo conceito de administração, mas sabemos que não é fácil. Sabemos que a demanda financeira imediata do Fluminense é muito grande, pois o clube trabalhou para manter em dia a folha de pagamentos e os valores são muito altos.  Vamos tentar diminuir as nossas despesas e criar receitas extremamente produtivas para o Fluminense.
Peter em seu primeiro discurso durante a posse
Para alcançar os objetivos, Peter Siemsen declarou que conta cada vez mais com o apoio dos tricolores nesta fase que, segundo ele, é a reestruturação e o resgate cada vez maior da marca Fluminense.
- Todo tricolor ama o Fluminense, gosta de consumir produtos e estar ao lado do nosso clube. Por isso, é preciso estar atento a isso. Estamos estudando a estratégia de lançar um cartão de benefícios. O tricolor vai ter noção dos descontos desse programa e serão tantos que no fim estará pagando menos aderindo ao programa do que terá de benefícios. Além disso, terá um cartão que será alimentado com a compra de parte dos jogos da temporada, ou até mesmo prioridade em jogos avulsos, pois nossa ideia é ter um planejamento bem diferente. Queremos que com este cartão o nosso torcedor faça tudo em relação ao Fluminense, desde entrar no clube até ir aos jogos, de modo que não precise enfrentar o guichê para nada.
Encarar o desafio de ser o foco principal dentro do Fluminense é tarefa que exige muita força e uma dedicação maior ainda para levantar cada vez mais o nome do clube. Este é o pensamento de Peter de agora em diante.
- É difícil administrar a vida que tenho e terei a partir de agora, mas já estava preparado para isso. Não tenho aceitado muitos compromissos sociais, o que aceito é demanda de Fluminense, demanda de trabalho e minha família que precisa ter atenção também.
Estiveram presentes na cerimônia de posse o ex-volante Marcão e o presidente da Unimed Celso Barros, que fizeram questão de abraçar e desejar muita sorte ao novo presidente do Fluminense na sua empreitada. Agora que Peter Siemsen recebeu o bastão com os nomes de todos os presidentes da história do clube está em suas mãos o comando do tricampeão brasileiro de futebol.
Marcão parabenizando o novo presidente no momento da posse Peter ai lado de Celso Barros na posse

Essa história merece um filme

Silêncio no estúdio! Agora começa a ser contada uma história gloriosa, uma das mais lindas que o Fluminense possui. Um enredo que deixa qualquer tricolor orgulhoso, honrado por torcer por um clube que contou com uma equipe de verdadeiros craques que desbancaram muitos tricampeões mundiais. A história a ser contada é a do primeiro título brasileiro do Fluminense, que comemora exatos 40 anos nesta segunda-feira, conquistado no dia 20 de dezembro de 1970.
Na época chamado de Torneio Roberto Gomes Pedrosa ou Taça de Prata, antecedeu o Campeonato Brasileiro, batizado dessa forma no ano seguinte. A disputa contou com o que o Brasil tinha de melhor no futebol que encantou o mundo, o futebol arte, de craques como Pelé, Rivellino, Jairzinho, Tostão e tantos outros que acabavam de conquistar o Tricampeonato Mundial com a Seleção Brasileira na Copa do México.
A claquete estalou pela primeira vez na fase classificatória, em que o Fluminense ficou no grupo B e conseguiu se classificar para o quadrangular final de maneira brilhante, com recorde de público. A primeira vitória, por 1x0 diante do Corinthians no Maracanã, com um gol do artilheiro Flávio Minuano, já mostrava que o Flu chegava para desbancar os grandes favoritos como Santos, Palmeiras e Cruzeiro.
Com o passar dos jogos e das vitórias, veio a tão aguardada classificação para o quadrangular final, juntamente com Palmeiras, Atlético Mineiro e Cruzeiro. A campanha tricolor continuou irretocável, duas vitórias por 1x0, a primeira contra o Palmeiras no Maracanã e a segunda sobre o Cruzeiro, em pleno Mineirão, pelo mesmo placar, ambas com gols marcados por Mickey.
A partida final contra o Atlético-MG terminou empatada em 1x1 e, depois de 19 jogos extremamente complicados, a torcida do Fluminense pôde gritar “é campeão!”. Para variar, neste confronto o gol também foi marcado por Mickey, que até quatro jogos antes do fim da disputa era reserva do artilheiro do Flu Flávio Minuano, que acabou sofrendo uma lesão séria e ficou fora dos momentos decisivos. Porém, o técnico Paulo Amaral conhecia bem seu elenco e sabia que poderia contar com a força e o faro de gol do atacante, apelidado de “Paz e Amor” pela forma de comemoração.
Responsável por defesas de impressionar qualquer mero mortal, Félix, que acabara de ser campeão mundial com a Seleção Brasileira, foi um dos destaques durante a competição, principalmente nos momentos decisivos em que o time precisava suportar a pressão imposta pelas grandes equipes adversárias. Não à toa ganhou o apelido de “Papel”, pela sua leveza e agilidade. O goleiro, que foi homenageado neste ano no Festival de cinema CineFoot, acredita que a história do primeiro título brasileiro tricolor vale um filme com sucesso garantido.
- Toda história vale um filme, ou pelo menos um livro, e esta não é diferente. Minha história está diretamente ligada ao Fluminense por tudo que vivi no clube. Os fatos ocorridos são muito curiosos e realmente foi e ainda é muito emocionante lembrar de tudo que aconteceu naquela maravilhosa conquista – declarou o goleiro Félix.
Se na defesa Félix era responsável por impedir os gols, no ataque o grande personagem da reta final, Mickey, gostaria muito de ver e rever um filme que pudesse contar aos mais jovens tricolores tudo o que ocorreu na disputa vitoriosa. O atacante ressalta a força do grupo e o forte comando do técnico Paulo Amaral.
- Vale um Filme, um livro e tudo mais que possa lembrar da maravilhosa conquista que tivemos. O grupo era muito forte e unido em busca do título. Perdemos muito pouco no ano e olha que eram muitos jogadores de qualidade naquela época. Só o Fluminense tinha cinco goleiros, três laterais diretos, três laterais esquerdos, uns seis zagueiros e por aí vai. O trabalho do Paulo Amaral foi muito bom, pois ele veio da Itália, era treinador da Inter de Milão, e conseguiu surpreender a todos com suas ousadas técnicas de treinamento. Na minha opinião ele foi um dos principais responsáveis, pois era o grande diretor desse filme – enfatizou o atacante.
Além deles, outras figuras tiveram destaque e importância fundamental para a conquista. Como todo protagonista precisa de um bom coadjuvante, Samarone brilhou neste papel. Senhor do meio de campo foi o grande responsável pela criação das jogadas ofensivas do Fluminense na conquista. Se comparado ao título de 2010, o craque de cabelo louro atuou como Conca, com desenvoltura, brilho e uma eficiência de dar inveja aos adversários.
Com o provável reconhecimento por parte da CBF do título de 1970, esses jogadores ganham muito mais do que o carinho já existente no coração dos torcedores, se eternizam na galeria de Campeões Brasileiros com a camisa do Fluzão e viram peças-chave para o roteiro como toda plateia gosta e espera, um filme com o final feliz.
Durante esta semana, o torcedor tricolor poderá acompanhar uma série de reportagens especiais com algumas das figuras importantes para esta conquista, como Samarone, o artilheiro Flávio Minuano, o Rei Zulu e muitos outros. Nesta terça-feira continuamos o nosso especial com uma matéria exclusiva com o autor do gol do título. Veja também uma crônica especial do publicitário, sócio do clube desde que nasceu e acima de tudo tricolor de coração Octavio Sarmento, testemunha ocular das cenas da conquista. Basta clicar aqui.
Vale a pena reservar um tempinho na agenda e uma pipoquinha ao lado do computador para relembrar de fatos tão importantes neste filme que merece ser o vencedor do Oscar de melhor roteiro já produzido pelo cinema nacional.

‘Arrancada antes da Copa foi o diferencial para o título’

Fred e Marquinho comemoram a vitória sobre o Avaí, na Ressacada (Foto de arquivo / Photocamera)
Com a proximidade do reveillon é comum as pessoas refletirem sobre os pontos altos e baixos, o que precisa ser mudado e traçar objetivos para o ano seguinte. No Fluminense não é diferete. Chegada as férias, os jogadores recordam os melhores jogos, gols marcados e perdidos e a caminhada rumo ao título. Cada um tem um momento, em particular, para lembrar com carinho, mas Fred e Marquinho destacam a importância da arrancada tricolor antes da parada para a disputa da Copa do Mundo da África do Sul, como determinante para o título.
“Antes da parada já tivemos uma prévia do que poderia vir depois. O jogo com o Avaí, na Ressacada, foi importantíssimo, fomos muito bem, acertamos tudo. Vencemos por 3 x 0, poderia ter sido mais, o time estava sobrando mesmo e ali vimos que tinhamos condição de chegar ao título. Antes só pensávamos em Libertadores, mas naquele momento vimos que poderíamos ter um algo a mais. Depois teve também o jogo do Santos na Vila, uma vitória por 1 x 0, em uma partida de muita superação, que nos deu força”, relembra o meia Marquinho.
Fred destaca que naquele momento os jogadores fizeram um pacto com o técnico Muricy Ramalho e depois de conseguirem o objetivo passaram a ter certeza que poderiam chegar mais longe.
“Acho que o momento mais importante do time foi a arrancada antes da Copa. Criamos um objetivo com o Muricy, faltavam quatro jogos, estávamos naquele perde e ganha, perto da décima colocação, em nono eu acho, e terminamos um ponto atrás do Ceará e dois do Corinthians. Todo mundo se sacrificou, se uniu, se concentrou nos treinamentos, passou a saber da importância das vitórias, principalmente fora de casa. Vencemos o Avaí, Atlético-MG, Grêmio, Santos e isso fortaleceu muito o nosso lado psicológico. Aí começamos a acreditar que tinhamos condição de brigar pelo título, passamos a jogar de igual para igual com todo mundo em qualquer lugar que jogássemos” – afirma.
O artilheiro ressaltou ainda a importância da liderança do treinador e da grande fase de Conca, eleito no começo desse mês o melhor jogador do campeonato, para chegar ao título.
“O Muricy já chegou implantando isso, porque tinhamos muita dificuldade nos jogos fora do Rio. Depois mantivemos a regularidade no campeonato inteiro, mesmo com as ausências. E ainda tivemos o Conca se destacando absurdamente dentro de campo, enquanto o Muricy conseguia tirar o máximo dos jogadores. Foi uma superação do grupo inteiro, comandado pelo Conca e Muricy”, concluiu Fred.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Jogadores se reapresentam no dia 4 de janeiro.

Muricy faz questão de exaltar a qualidade da comissão técnica do Fluminense
Depois de o Site Oficial exibir durante a última semana uma série de matérias com depoimentos dos jogadores exaltando alguns membros da comissão técnica, chegou a hora do comandante de todos eles exaltar a qualidade de sua equipe. Após conquistar mais um título brasileiro para o seu vasto currículo, que já contava com outras três conquistas do campeonato pelo São Paulo, o técnico Muricy Ramalho destacou que tomou a atitude certa, assim que chegou ao clube, de não fazer nenhuma alteração na comissão técnica permanente do Fluminense.
“Muitos técnicos quando assumem o comando de um time levam profissionais da sua confiança para trabalhar, desmontando uma estrutura já existente. Comigo foi o contrário, só levei para trabalhar no Fluminense o Tata, auxiliar técnico que trabalha comigo há muitos anos, e o Cláudio Grillo, responsável pela tecnologia. Faço questão de elogiar a qualidade dos profissionais do clube, peças fundamentais para alcançarmos o título” – afirmou o treinador.
Muitos treinadores têm o hábito de carregar para onde vão um grupo de profissionais para dar suporte ao trabalho e passar a sua metodologia rapidamente aos jogadores. Geralmente os técnicos levam aos clubes auxiliares e preparadores físicos. Muricy optou pela manutenção de Ronaldo Torres à frente da preparação física e colheu os frutos recentemente. Além de desenvolver um belo trabalho com o elenco campeão brasileiro, Ronaldo foi muito elogiado pelos jogadores, principalmente pelos conselhos passados ao grupo.

Peter Siemsen assume a presidência do Fluminense nesta segunda-feira


O novo presidente eleito do Fluminense Peter Siemsen será empossado na noite desta segunda-feira, no Salão Nobre das Laranjeiras, às 20h. Uma hora antes, o advogado, que vai comandar o clube no triênio 2011/2012/2013, concederá uma coletiva de imprensa às 19h, no local da cerimônia.
A mesa da diretoria também será composta por Braz Antonio Masullo (presidente), Rogério Félix (vice-presidente), Oswaldo Peniche (primeiro secretário) e Marcus Vinicius Bittencourt (segundo secretário).
Além do novo mandatário tricolor, também tomam posse:
- Ricardo Martins (vice-presidente geral)
- José Mohamed (vice-presidente administrativo)
- Marcelo Adler Cheniaux (vice-presidente de finanças)
- Sandro Pinheiro Lima (vice-presidente de esportes olímpicos)
- Carlos Eduardo Lopes Cardoso (vice-presidente de interesses legais)
- Idel Halfen (vice-presidente de marketing e publicidade)
- Sérgio Galvão (vice-presidente médico)
- Roberto Ferreira Guimarães (tesoureiro)

Serviço:
Local: Salão Nobre do Fluminense (Rua Álvaro Chaves, 41 - Laranjeiras)
Data: 20/12 (segunda-feira)
Horário: 19h (coletiva de imprensa) / 20h (cerimônia)

Uma convidada de honra na nova sala de troféus do Fluminense

Os troféus dos três Campeonatos Brasileiros que o Fluminense conquistou
Uma convidada de honra marcou presença na inauguração da nova sala de troféus do Fluminense, na noite desta sexta-feira. O troféu conquistado com o título do Campeonato Brasileiro deste ano está logo na entrada do salão mostrando que sua beleza fica ainda maior nas Laranjeiras.
Quando o presidente Roberto Horcades cortou a fita de reinauguração da sala de troféus tricolor, a emoção tomou conta de alguns torcedores que aguardavam ansiosos para ver de perto o objeto de cobiça maior dos 20 clubes que disputam o Brasileirão.
Quem acompanhou de perto a reforma desde o início pode reparar a mudança na sala. Como é o caso do coordenador da restauração, Luiz Antônio Barbosa de Castro, que afirmou ter ficado feliz com o resultado obtido após tanto trabalho.
- Estou realmente muito feliz com o que vejo neste salão. Há cerca de quatro meses iniciamos esse trabalho e agora vemos o resultado como é bonito. Quem ganha com isso é o nosso torcedor que terá um salão novo para expor suas conquistas. Todos poderão reparar que o ambiente está bem mais fresco e arejado.
Presidente Roberto Horcades reinaugurando o salão de troféus das Laranjeiras
O trabalho cuidadoso foi o ponto chave da reforma, segundo Luiz Antônio. O tempo dedicado para a limpeza e manutenção das taças conquistadas ao longo dos 108 do Fluminense, foi complicado, pelo enorme número de congratulações adquiridas pelo Tricolor.
- Foi feito um trabalho de manter bem todas as taças, independentemente da modalidade a qual ela pertence. Temos ao todo cerca de 114 mil troféus, mas alguns são apenas estatísticos e não físicos. Quem sabe um dia eles apareçam se algum fato relevante ocorrer. Todas as nossas conquistas são importantes, mas algumas têm maior relevância histórica. Expostas atualmente, temos cerca de 6.500 já catalogadas - concluiu.

Flu vai fazer gestão esportiva da futura Vila Olímpica de Seropédica

Diretoria do Fluminense e vereadores do município de Seropédica
O Fluminense firmou na tarde desta sexta-feira uma parceria com a Prefeitura de Seropédica para fazer a gestão esportiva da futura Vila Olímpica do município. O projeto, voltado para a formação de novos atletas visando a Olimpíada do Rio de Janeiro 2016, também contará com a participação da Universidade Federal Rural e será viabilizado com recursos próprios da prefeitura.
O trabalho, realizado pela vice-presidência de projetos Especiais do Fluminense, vai organizar todas as atividades da Vila Olímpica, além de ceder profissionais para treinar e supervisionar a implementação e desenvolvimento de diversas modalidades esportivas.
O vereador Max Goulart, o prefeito Alcir Fernando Martinazzo e o presidente do Flu Roberto Horcades
O presidente Roberto Horcades recebeu uma moção de congratulação e elogios das mão do prefeito de Seropédica, Alcir Fernando Martinazzo, e esteve presente na reunião junto com Mauro Carneiro, vice-presidente de Projetos Especiais, com Carlos Henrique Ferreira, vice-presidente de Esportes Olímpicos, com os diretores de Projetos Especiais Claudio Bruno e Tadeu Sergio, além do diretor de Relações Públicas Marcello Hollanda.
A homenagem feita pela Câmara foi um requerimento solicitado pelo vereador Líder do Governo Max Goulart e aprovado por unanimade pelos vereadores. Durante a solenidade foi executado os hinos do Brasil, do Município de Seropédica e do Fluminense. Muitos tricolores estiveram no Plenário abrilhantando a Câmara com bandeiras e camisas do clube, entre eles o secretário de Meio Ambiente e Agricultura Ademar Quintela, o secretário de Gestão Wilson Beserra, o presidente da Câmara Mauro de Brito, o vice-presidente da Câmara e o líder de Governo Max Goulart.

 

'Foi o título que me deixou mais feliz’, afirma Fred


Craque, querido por toda torcida tricolor e pronto para começar o terceiro ano jogando pelo clube, Fred abriu o coração para o Site Oficial do Fluminense, fez um balanço da última temporada, destacou a dificuldade por passar um longo período lesionado e revelou que o título brasileiro foi o mais gostoso da carreira, recheada de conquistas pelo Lyon e de grandes momentos, como a participação na Copa do Mundo de 2006 pela Seleção Brasileira. Prestes a disputar a primeira Libertadores, o artilheiro não esconde a ansiedade e a vontade de se eternizar ainda mais na história tricolor.
Sabor do título brasileiro
“Sempre sonhei com esse título e foi o que me deixou mais feliz de todos que conquistei. Principalmente por estar no meu país, perto de pessoas que me acompanharam em toda a trajetória. Foi muito bom comemorar perto da família. Sempre sonhei com essa conquista enquanto estava no América-MG, no Cruzeiro e fico muito feliz por ter conquistado pelo Fluminense. A importância se tornou ainda maior pelo que passamos no ano passado”.
Período lesionado
“Foi um sofrimento total ficar fora. Foi a pior parte. Ficar fora quando o time está mal já é ruim, agora ficar fora quando o time está voando, sendo a sensação do campeonato, com a bola chegando ao ataque toda hora, com todo mundo se destacando, aí é triste demais. Em alguns jogos que não pude participar, tivemos o público de 40, 50 mil pessoas no Maracanã, com o time muito bem, jogando bonito. Eu ía para o estádio e saía mal. Feliz, é claro pela vitória, mas muito chateado por estar fora disso tudo. Algumas vezes quis queimar etapa  para voltar logo e isso foi prejudicial. Foi um momento muito difícil, cheguei a chorar em várias situações, passei por muitas críticas, algumas justas e outras bem injustas, mas no final tudo serviu de aprendizado, mais força e crescimento”.
Relação com o grupo
“A galera do time me incentivou muito, em todos momentos, recebi várias ligações de incentivo, todos temos uma relação de amizade. O Berna, por exemplo, sempre se comunicava depois dos jogos, perguntava como eu estava”.
Férias
“Primeiro vou ficar em Belo Horizonte, dar uma passada na minha cidade (Teófilo Otoni), teve muita gente torcendo, a cidade inteira mandou energia para o Fluminense nesse campeonato. Depois vou viajar bastante com a minha filha, família e aproveitar para fazer bastante churrasco. Penso também em passar uns dias no Nordeste e aproveitar um parque aquático com a molecada”.
Libertadores
“Estou ansioso, louco para jogar essa Libertadores. Disputei a Champions League e sei como é diferente o sabor de disputar um torneio intercontinental. Na Libertadores é a mesma coisa, um clima diferenciado e ainda dá uma vaga no Mundial. Nossa torcida está um pouco traumatizada com a derrota de 2008, mas já tem uma força, uma história nessa competição. O Fluminense passou por grandes times, eliminou o Boca Juniors e vai entrar forte até pela qualidade do nosso grupo. O Muricy também conhece bem a Libertadores. Com certeza vamos com tudo. Acho que não vai ter jogo fácil em nenhum grupo. Claro que no nosso o nível vai estar um pouco mais elevado, mas a dificuldade aumenta a cada fase. Vamos ter que começar voando para não dar mole e perder pontos importantes”.

‘O que mais valeu no ano foi a superação’

De férias em Canoas, no Rio Grande do Sul, Diguinho aproveita as férias para descansar ao lado da família, curtir os amigos e, principalmente, a noiva grávida de Ana Clara, sua primeira filha prevista para nascer em março.  Com a sensação de dever cumprido, o volante bateu um papo exclusivo com o Site Oficial do Flu em que fez um balanço do melhor ano da carreira, destacou o crescimento com a chegada de Muricy, falou da relação com a torcida tricolor e revelou uma grande ansiedade para disputar a sua primeira Libertadores. Leia abaixo a entrevista com mais um guerreiro tricolor...

Relação com o Muricy
“O Muricy me deu mais liberdade para sair para o jogo. Antes eu jogava mais recuado. Ele sempre diz que o volante é o elemento surpresa da equipe e que se você está se sentindo bem com você mesmo tem que atacar o adversário quando tiver oportunidade. Acho que isso deu resultado não só comigo mas com todos os jogadores da posição. Eles fizeram um bom papel e cresceram muito, como o Diogo, o Bob e o Valencia. Isso tem um dedo dele, que passa confiança e incentiva”.

Superação
“O que mais valeu nesse ano foi a superação. Voltei de uma lesão séria, quase tive que operar e senti muita dor. Fiz um tratamento intensivo de fisioterapia e, fazendo uma auto-avaliação, acho que realmente me superei, trabalhei e voltei bem na hora fundamental, ajudando a equilibrar o time”.

Melhor ano da carreira
“Sem dúvida é o melhor ano da carreira. Além do título está chegando a minha primeira filha, a Ana Clara. 2010 vai ser inesquecível”.

Melhor jogo
“O clássico com o Flamengo no primeiro turno foi o meu melhor jogo. Ganhamos por 2 x 1, me senti muito bem fisicamente, tive uma boa atuação. Já o mais emocionante, foi contra o São Paulo, já na reta final. Vinhamos de um empate com o Goiás em casa, sabíamos que teriamos uma grande equipe pela frente e seria muito difícil. Nos superamos durante o jogo, a nossa torcida marcou presença e depois dessa vitória percebi que realmente o título estava próximo, principalmente por termos uma equipe de muita qualidade.  Acho que esse jogo foi fundamental para colocarmos os pés no chão e só dependermos de nós mesmos para chegarmos ao título”.

Relação com a torcida
“Minha relação hoje com a torcida é muito boa. Acho que cheguei no ano passado como uma contratação de peso e por isso fui muito cobrado, também não poderia ser diferente. Como não fomos como queríamos houve uma desconfiança natural, mas hoje graças a Deus estamos bem, eles gritam o meu nome, me incentivam e isso só me motiva para continuar trabalhando cada vez mais. Espero continuar um bom tempo no Fluminense, sou um jogador que gosta de permanecer bastante tempo no clube, e espero também poder ser lembrado com carinho pelos torcedores”.

Carinho com os funcionários do clube
“Me dou bem com quase todo mundo, mas tenho um afeto ainda maior com o pessoal da rouparia e da massagem. O Manel, o Aloísio e o Denílson se tornaram grandes amigos e estamos sempre conversando. Os massagistas também me ajudaram. São pessoas muito importantes para todos os jogadores e em especial para mim porque sempre se preocuparam e me ligavam para dar força quando fiquei doente. Sempre nos tratam com carinho, cuidam do nosso material de trabalho, das nossas chuteiras”.

Primeira Libertadores
“Já estou ansioso. Fico pensando como vai ser e quero estrear logo. Todo mundo fala que jogar uma Libertadores é uma bagagem a mais para o jogador. Sabemos da importância da competção até por causa da disputa acirrada no Brasileiro para conquistar uma vaga. Vai ser a minha primeira Libertadores, quero me preparar muito bem, espero não ter nenhum tipo de lesão para ajudar o Fluminense a buscar o título e conquistar uma vaga no Mundial”.

“Leandro Euzébio merece chance na Seleção”, afirma Fred

Para Fred, Leandro Euzébio merece chance na Seleção
Experiente no quesito Seleção Brasileira, depois de ter disputado a Copa do Mundo de 2006 com a camisa canarinho, Fred sabe bem como atrair a atenção dos treinadores e os atalhos para chegar ao sonho de qualquer jogador de futebol. Calejado no assunto, o artilheiro acredita que um jogador do grupo tricolor merece uma chance para representar o país, depois de ter feito um Brasileirão brilhante neste ano. O zagueirão Leandro Euzébio, vencedor do troféu de bronze na categoria zagueiro pela esquerda da premiação da CBF, está de bola cheia com o companheiro e, se depender dele, logo logo vai ser chamado por Mano Menezes.
- Acredito que o Leandro Euzébio foi muito bem neste ano e merece uma oportunidade na Seleção Brasileira. É um cara muito rápido, que tem uma boa saída de bola, sabe atacar, é um zagueiro raro no futebol hoje em dia – elogiou Fred.
Sem poder ter ajudado a equipe em grande parte do campeonato, se recuperando de lesão, Fred faz questão de destacar a importância de Leandro e dos outros jogadores que não chamaram tanto a atenção da mídia, mas deram a vida pelo Fluminense. Como Muricy destacou, os “carregadores de piano” tricolores foram fundamentais para a conquista do Tricampeonato Brasileiro.
- Esse termo carregadores de piano foi bem usado por ele. Foi a galera que segurou o time no momento mais difícil. Os “pedreiros” dali de trás deram a vida pelo time. Se for analisar, vi tanto crescimento que é até difícil citar um. Vi o crescimento do Gum, muito regular passando a ter importância também no ataque. O Leandro Euzébio a mesma coisa, com muita criatividade e jogando bem pra caramba. O Diogo correndo igual a um maluco, um tanque mesmo voltando de contusão. O Diguinho, para mim o melhor volante do Brasileirão. Mariano, Carlinhos, nossa a galera jogou muito bem. Sem falar no Bob, uma surpresa agradável, que o Muricy deu moral e pudemos ver a qualidade que esse moleque tem. O Tartá voltou e passou a ser uma peça fundamental no time. O Marquinho foi um jogador que se superou e mostrou muita qualidade na hora decisiva. Vimos clubes que perderam jogadores importantes e cairam na tabela. O Botafogo é um exemplo com as ausências do Maicosuel, Fábio Ferreira, Herrera. Nós continuanos sempre ali em cima graças a eles – concluiu o capitão.

Depois de chegar à final da Libertadores, quarteto tricolor só pensa no título

Quarteto pretende usar a experiência de 2008 para fazer a diferença na próxima Libertadores
A experiência recente na Libertadores ainda está bem viva na memória de todo tricolor. Apesar de ter ficado um gosto amargo depois de perder o título na disputa de pênaltis, é impossível não se lembrar com carinho da brilhante campanha do time na competição. Se os jogos ainda estão bem vivos na cabeça dos torcedores, imagina na de quem participou ou ficou no banco de reservas? Washington, Conca, Ricardo Berna e Tartá estavam lá e não veem a hora de escrever um novo final.
- Com certeza o clube e os nossos torcedores merecem essa conquista. Ficou uma lição muito grande, conseguimos buscar a diferença no segundo jogo, uma coisa muito difícil, e faltou perna para fazer mais gols. Vivenciar tudo aquilo foi uma experiência incrível – afirmou o goleiro.
Um dos protagonistas da história do Fluminense na Libertadores, Washington também está com a memória bem fresca e doido para fazer a diferença. Afinal, não tem como esquecer de um dos gols mais emocionantes do clube. Nos acréscimos do segundo tempo das quartas-de-final contra o São Paulo, Thiago Neves cobrou um escanteio preciso na cabeça do Coração Valente, que consciente empurrou para o fundo do gol, explodindo o Maracanã de alegria.
- Já estou muito ansioso. O Fluminense retorna à Libertadores muito mais experiente. Em 2008 já merecia o título, era o mlhor time, infelizmente são coisas do futebol. Agora estamos aí de novo, o Fluminense está muito mais calejado e tenho certeza que vamos chegar forte. Vai ser um ano maravilhoso para o time aproveitar e lutar pelo título da Libertadores.
Tartá teve a oportunidade de participar do primeiro jogo do Flu no Rio de Janeiro, a goleada por 6 x 0 sobre o Arsenal da Argentina. Mesmo tão jovem, já passa a sua experiência ao grupo e não vê a hora de voltar a disputar a competição mais importante do continente.
- Joguei no primeiro jogo, depois me machuquei e fiquei no banco em algumas partidas, inclusive na final. A emoção de disputar uma competição da dimensão da Libertadores é muito grande, acho que tenho algo a acrescentar. Aprendi que é preciso saber jogar na casa do adversário. Encaramos como uma segunda chance, agora estamos com outro grupo, com jogadores experientes, e com a coroação do título Brasileiro vamos chegar ainda mais fortes – relembrou o meia revelado em Xerém.
Titular desde que chegou ao clube em 2008, Conca sabe melhor do que ninguém a dimensão da competição e suas principais dificuldades. Argentino, conhece bem o adversário da estreia, que integra o grupo junto com o América do México e o Nacional do Uruguai.
- Vejo algumas vezes os jogos argentinos. O Argentinos Juniors tem uma equipe forte e um campo que é muito complicado de se jogar. O campo é muito perto da torcida e isso dificulta quem joga por lá, mas nosso grupo está preparado para encarar este desafio – concluiu Conca.
A data de estreia do Fluminense na Libertadores ainda não foi divulgada pela Conmebol, que por enquanto só informou a ordem das partidas na primeira fase. O Fluminense fará o primeiro jogo no Rio de Janeiro. Segue abaixo a tabela do grupo do Fluzão:
Grupo 3
Fluminense (BRA) [Argentinos Jrs. (ARG), Nacional (URU) y América (MEX)]

1a. RODADA
América (MEX) x Nacional (URU)
Fluminense (BRA) vs. Argentinos Jrs. (ARG)

2a. RODADA
Argentinos Jrs. (ARG) vs. América (MEX)
Fluminense (BRA) vs. Nacional (URU)

3a. RODADA
Nacional (URU) vs. Argentinos Jrs. (ARG)
América (MEX) vs. Fluminense (BRA)

4a. RODADA
Argentinos Jrs. (ARG) vs. Nacional (URU)
Fluminense (BRA) vs. América (MEX)

5a. RODADA
América (MEX) vs. Argentinos Jrs. (ARG)
Nacional (URU) vs. Fluminense (BRA)

6a. RODADA
Nacional (URU) vs. América (MEX)
Argentinos Jrs. (ARG) vs. Fluminense (BRA)

Muricy comemora decisão tomada quando chegou ao Flu

Muricy faz questão de exaltar a qualidade da comissão técnica do Fluminense
Depois de o Site Oficial exibir durante a última semana uma série de matérias com depoimentos dos jogadores exaltando alguns membros da comissão técnica, chegou a hora do comandante de todos eles exaltar a qualidade de sua equipe. Após conquistar mais um título brasileiro para o seu vasto currículo, que já contava com outras três conquistas do campeonato pelo São Paulo, o técnico Muricy Ramalho destacou que tomou a atitude certa, assim que chegou ao clube, de não fazer nenhuma alteração na comissão técnica permanente do Fluminense.
“Muitos técnicos quando assumem o comando de um time levam profissionais da sua confiança para trabalhar, desmontando uma estrutura já existente. Comigo foi o contrário, só levei para trabalhar no Fluminense o Tata, auxiliar técnico que trabalha comigo há muitos anos, e o Cláudio Grillo, responsável pela tecnologia. Faço questão de elogiar a qualidade dos profissionais do clube, peças fundamentais para alcançarmos o título” – afirmou o treinador.
Muitos treinadores têm o hábito de carregar para onde vão um grupo de profissionais para dar suporte ao trabalho e passar a sua metodologia rapidamente aos jogadores. Geralmente os técnicos levam aos clubes auxiliares e preparadores físicos. Muricy optou pela manutenção de Ronaldo Torres à frente da preparação física e colheu os frutos recentemente. Além de desenvolver um belo trabalho com o elenco campeão brasileiro, Ronaldo foi muito elogiado pelos jogadores, principalmente pelos conselhos passados ao grupo.

Parabéns torcedor tricolor

Mosaico da torcida quando o time entrou em campo (Foto: Carlos Ivan M.)
Uma semana se passou, mas a lembrança na cabeça e no coração dos tricolores ainda é tão forte que a cena desta foto parece acontecer neste momento. Qual tricolor não sentiu os nervos a flor da pele quando viu o time entrar em campo e ser recepcionado com um enorme mosaico humano, que já virou marca registrada da torcida do Fluminense, para saudar o time com a seguinte mensagem: Juntos pelo tri, e os demais anos das conquistas brasileiras do clube, 70 e 84.
Vista pela televisão, a cena já é de deixar qualquer torcedor com lágrimas nos olhos de tanta alegria, imagine para os 40.915 tricolores presentes ao Engenhão que puderam sentir de perto e fazer parte deste momento de glória do Fluminense. Lágrimas de alegria, gritos de incentivo, declarações de amor e orações foram algumas das cenas mais comuns nas arquibancadas, tudo isso com único objetivo, ver o Fluminense sair com o título do Campeonato Brasileiro de 2010.

Torcida do Flu antes do jogo (Foto: Photocamera)
Torcida do Flu antes do jogo (Foto: Photocamera)
Quando Emerson aproveitou uma bola que havia sido cabeceada por Washington e sobrou limpa na pequena área, a torcida foi ao delírio e soltou um grito de comemoração que pôde ser ouvido a quilômetros de distância, tamanha a euforia no estádio naquele momento.
Porém ainda eram 17 minutos do segundo tempo, quando o Sheik balançou a rede, faltavam longos 28 minutos, fora os dois de acréscimo dados por Carlos Eugênio Simon. Tempo esse que parecia interminável para os tricolores, um relógio que em mais uma de suas teimosias insistia em não correr mais rápido do que deveria para aflição de quem aguardava ansiosamente o apito final. Quando Simon soou o apito pela última vez da carreira a torcida foi à loucura, bonés já não se limitavam mais as cabeças, o céu  era o alvo dos tricolores que os jogavam para o alto de tanta euforia. Camisas eram beijadas do lado esquerdo, lado simbólico do coração, lado em que fica o escudo do Fluzão, lado este, portanto, que batem os corações tricolores, que desta vez batiam mais acelerados do que de costume, pois o clube que tanto amam havia se tornado naquele momento TRICAMPEÃO BRASILEIRO.

Torcedoras do Fluminense com seu "coração tricolor" (Wallace Teixeira/Photocamera)
Torcedor exibindo com orgulho sua camisa do Fluminense (Foto: Photocamera)
Como ocorrido na semana passada, em todos os textos da conquista a torcida foi o destaque por sua importância para o título, uma semana depois vale mais esta justa homenagem a quem nunca abandonou o grupo de jogadores e pintou tais atletas de uma nova forma quando foi preciso, um time de guerreiros, que entra nas batalhas para vencer e dedicar tais vitórias à sua torcida de guerreiros. O Fluminense e sua torcida realmente estiveram “JUNTOS PELO TRI” e que assim seja eternamente.
Euforia pura na comemoração do título do Fluminense (Ralph Casoli/Photocamera)

Depois de terço abençoado, religioso Marquinho vai a Aparecida agradecer

Marquinho comemora a concretização do sonhado título brasileiro
Em janeiro deste ano, assim que chegou em Vitória, para fazer a pré-temporada junto com o grupo, Marquinho desfilava orgulhoso com um belo terço de prata que acabara de comprar no Vaticano, abençoado pelo padroeiro tricolor João Paulo II. Religioso, o meia acreditava que o cordão traria bons fluídos para o ano de 2010.
Aos poucos a benção foi se comprovando e Marquinho começou a construir o melhor ano da carreira. Depois de ter feito o gol que manteve o Fluminense na Série A, no empate com o Coritiba em 1 a 1 no último jogo de 2009, muita coisa boa estava guardada. O polivalente meia ganhou ainda mais espaço com o técnico Muricy Ramalho e se tornou peça-chave no momento mais difícil do Fluminense no Campeonato Brasileiro, quando o time sofreu muitas baixas e pela primeira vez desde que chegou à primeira colocação teve o posto ameaçado.
Marquinho exibe orgulhoso o terço comprado no Vaticano
Guerreiro, Marquinho buscou força em sua fé e conseguiu se superar. Participou de 31 jogos no Brasileiro, marcando quatro gols fundamentais na campanha rumo ao título. No momento da grande final quis o destino que ficasse fora para se tornar mais um torcedor nas arquibancadas do Engenhão. Com o terço no pescoço, apoiou os companheiros e viu a concretização de um sonho.
- O terço veio abençoado, sim. Usei ele no jogo de domingo e foi maravilhoso – revelou.
Após levantar a taça, chegou a hora de agradecer. Feliz da vida com a conquista do Tricampeonato Brasileiro, já está com uma viagem programada para a casa da padroeira do Brasil, em Aparecida do Norte.
- Vou dar uma passada em Aparecida do Norte. Nas duas vezes que fui a São Paulo, a passeio, estive lá para pedir uma benção e agradecer por tudo. Acho isso extremamente importante. Se não fosse a fé não estaria onde estou. Quem joga bola sabe que é isso que nos fortalece para buscarmos os títulos.
Além de agradecer, Marquinho já tem mais um pedido a fazer. Com a cabeça na Libertadores, o sonho agora é outro, uma vaga no Mundial.
- Desde o momento que falaram que estávamos matematicamente garantidos já começei a pensar, sonhar e ficar ansioso para disputar minha primeira Libertadores. É uma competição extremamente difícil, mas é justamente nessas horas que a nossa equipe se supera. Sabemos que vamos pegar uma chave difícil, mas com certeza os outros times acham o mesmo da gente – concluiu.
Então que a benção venha novamente em forma de títulos e o mais novo sonho de Marquinho seja mais uma vez alcançado no Fluminense.
 

.O bom-humor em pessoa


Títulos são fundamentais e podem definir o futuro de um jogador de futebol. Mas tem muita gente que trabalha nos bastidores e não acumula conquistas à toa. Tudo bem que não podem entrar em campo e colocar a bola para o fundo da rede, mas a importância desses profissionais fora das quatro linhas é indiscutível e muito valorizada pelo elenco. O massagista Pedrão, por exemplo, foi campeão em todos os lugares por onde passou. Em sua última passagem pelo Fluminense participou da campanha que rendeu ao clube o primeiro título da Copa do Brasil. De volta em janeiro deste ano, deu a sua contribuição à conquista do Tricampeonato Brasileiro. Amigo de todos e sempre bem-humorado, arrumou fãs e não à toa foi lembrado como peça fundamental para o título por alguns jogadores tricolores. Veja o que eles acham do massagista prestativo...
“Tem muita gente boa que trabalha aqui, roupeiros, massagistas, é difícil eleger quem foi o principal fora das quatro linhas. Mas com certeza uma pessoa que ficou marcada pra mim nesse ano foi o Pedrão, o massagista que retornou ao clube no início da temporada. É um cara de uma índole fora do comum. Pode estar mal financeiramente, com algum problema familiar, e sempre está sorrindo, de bom humor e com educação. Gostei muito de conhecê-lo, todas as vezes que conversamos teve alguma coisa boa para me passar”- Marquinho.
“Nos momentos mais difíceis quem conversou comigo foi o Pedrão. Sempre quando tinha um problema procurava ele para conversar, um cara muito experiente, que tem uma carreira muito bonita, sempre me deu muita moral. Com certeza foi fundamental para mim nesse ano”- Rodriguinho.
“ O Julio e o Pedrão foram muito importantes para mim. Nos momentos mais difíceis que passei, com aquele jejum de gols, eles vieram conversar muitas vezes, diziam que Deus estava comigo e que as coisas iam mudar. Muitas vezes ninguém dá muito valor, mas são pessoas de extrema importância para a gente” – Washington.
Esta foi a nossa última reportagem sobre os personagens, eleitos pelos jogadores, que bateram um bolão fora das quatro linhas. Veja também os depoimentos sobre o técnico Muricy Ramalho, o vice-presidente de futebol Alcides Antunes, o preparador físico Ronaldo Torres e os fisioterapeutas tricolores.

Conca renova com o Flu por cinco anos






A notícia que a torcida tricolor tanto esperava chegou. Em reunião realizada na tarde desta sexta-feira, na sede da Unimed, o vice-presidente de futebol Alcides Antunes e o presidente da patrocinadora do Fluminense Celso Barros renovaram o contrato do meia argentino por cinco anos, prolongando o vínculo com o clube até dezembro de 2015.
“É mais uma felicidade que o Fluminense me dá. O Celso e o Alcides foram muito legais, entenderam a minha vontade de permanecer no clube e ajudaram nessa permanência, são duas pessoas maravilhosas. Estou muito feliz por tudo ter dado certo. Quero continuar no Fluminense por muito tempo, representando essa torcida maravilhosa”, afirmou Conca.
O pequeno argentino chegou ao Fluminense em 2008 para a disputa da Libertadores e rapidamente se tornou xodó da torcida. Neste ano foi o grande destaque do time na campanha que rendeu o terceiro título brasileiro para o clube, foi o único jogador que participou de todas 38 rodadas do Campeonato e teve seu talento reconhecido na premiação da CBF, ganhando três troféus: Melhor meia esquerdo, Craque da galera, eleito pelo segundo ano consecutivo em votação popular, e Craque do campeonato.